domingo, 18 de setembro de 2011

DIA 02 (19/07/2011 – Terça-feira ) Puerto Quijaro – Sta. Cruz de La Sierra – La Paz.



Como dito anteriormente, o trem foi suave como uma batedeira até o destino: Santa Cruz de la Sierra. Durante o trajeto, enquanto ainda era possivel enxergar e depois cedinho com o sol já raiando, o primeiro contato com a pobreza é visivel. Existem uma série de comunidades extremamente pobres que vivem margeando os trilhos. Eles vivem da agricultura, e parecem ser independentes. Essas também são as mesmas pessoas que nas paradas do trem da morte entram vendedo suco e comida. É mais ou menos assim:

– Holla! Quieres Té? Jugo? 050 bolivianos!

– Sí Por favor!

Criança coloca a mão até o cotovelo dentro do suco, que está em um baldão,  com um copinho, e te dá! Ahahaha Comédia!

Chegamos em Santa Cruz às 7:00 da manhã. Esta cidade é a maior da Bolivia (2.000.000 hb), e também, a mais importante economicamente. Sofre um influencia bastante grande do Brasil (aqui ainda tem feijão) e o clima, por conta de uma altitude baixa, ainda é quente. O bicho pega a partir de La Paz. Descemos no terminal Bimodal, chamado assim porque compôe a estação de ônibus e de trem (Gozado que a Bolivia é tão pobre e possui uma malha ferroviária – que é muito melhor e mais barata que a rodoviária –  muito maior que a do Brasil. Vergonha do nosso governo). Mal descemos e já começamos a procurar passagem para La Paz. Em Santa Cruz não tem nada para fazer, o ideal é tentar rumar pra caital o mais rápido possível. Fique esperto, um monte de bolivianos vão tentar te vender passagens e te aliciar para fechar com a empresa deles; faça uma pesquisa antes. No nosso caso, resolvemos ir para o aeroporto, você pode pegar um taxi bem na frente do bimodal sem dificuldades, então não contrate nenhum guia na rodoviária para te fazer isso. Estava uma garoa fina e um frio até que respeitável, pegamos um taxista muito doido completamente fanático pela cidade dele, pra cada 5 palavras 3 eram Santa Cruz RULES La Paz SUCKS. Ele também nos deu uma notícia ruim: Estava NEVANDO NO SALAR! Raro de acontecer, mas aconteceu. Tiveram que tirar os turistas de helicóptero e inclusive, uma galera andou morrendo por lá. Fazia parte do roteiro passar pelo Salar na volta da viagem; mas não desistimos. O aeroporto, Viru Viru, fica há uns 22 quilometros da rodoviária, é bom que você pode ir fazendo um tour pela city, além de se familiarizar com o transito local (eu nunca vi nada parecido na minha vida!) Pagamos 60 Bolivianos pela corrida (30 para cada. CARO!) mas eu não estava com vontade de pechinchar porque queria chegar logo no aeroporto. Compramos uma passagem para as 14:30 pela BOA (bolivian Airlines) por 100 dolares. Até que foi um preço justo porque ouvimos falar muito mal da rodovia que liga Sta. Cruz a La Paz. Mais pra frente encontramos uma brasileira que nos disse que a passagem pela AEROSUR era mais barato, mas não posso garantir (também não tinha ninguem para vender direito no guichê do aeroporto por essa empresa).




Chegamos em La Paz por volta das 17:00 horas. Ja é possivel sentir os efeitos da altitude dentro do aeroporto. Você cansa muito rápido e também pode sentir enjôo, cefaléia, vertigens e ter episódios de epistaxe (sangramento nasal), eles chamam isso de SOROJCHI. Eu mesmo não tive nada disso, mas minha colega acordava direto com o nariz sangrando, outras pessoas passaram bastante mal até se acostumarem.
Fomos para fora tomar um taxi e estes estavam cobrando 60 Bolivianos para nos levar até o nosso destino: Calle Sagarnaga, que é uma rua bem turistica da cidade, aonde existem vários Hostels e agencias de turismo. Eu achei caro e não quis pegar (Se fosse por minha colega ja estávamos dentro!). Mais a frente encontramos uma VAN que nos levaria por 3 BOLIVIANOS! Foi fechar o negócio que o taxista veio correndo, que nem um louco, gritando: 30 BOLIVIANOS! 30 BOLIVIANOS (não, obrigado tio,  não caio na sua).

Andar nas vans em Santa Cruz é radical! Primeiro que não existe frescura. O povo vai entrando e se aconchegando, encostando em você, muito calor humano. Achei bacana! Sem as frescuras de brasileiros “não me toque”. Depois que não existe preferencial! Quem buzina mais alto ganha, e é um mar de vans e taxis. Muito barato pra eles o combustível, então, só da isso. Outra coisa interessante é que eles não estão nem ai ara os carros (não existe esta paixão que nem o brasil por automóvel) lá, na bolivia, o conceito veiculo utilitário é expressado da melhor maneira possível.: Apesar de  eles se entenderem muito bem no trânsito, eventualmente eles colidem, e descem, olham, se chingam um pouco e acabou! Cada um segue na sua! Carro é pra andar, se bateu, azar.

Chegamos na Calle Sagarnaga o dia ja se preparava para escurecer. Demos uma volta por perto e procuramos um hostel. 80 Bolivianos a diária com café da manhã, agua caliente e boas acomodações. Ficamos por ali mesmo. (existem lugares bem mais baratos na mesma calle. Mas gostamos do ambiente deste hostel e resolvemos ficar). Este hostel fica dentro de um shoppingzinho e alí também tem uma agencia de turismo, ja aproveitamos para fazer o passeio do outro dia: DOWN HILL EN COROICO! Adrenalina!



DICAS & SALDOS:

Passagem de avião Santa Cruz de La Sierra – La Paz: 100,00 D

Van até calle Sagarnaga: 3,00 BOL

Passeio DOWN HILL in coroico: 400,00 BOL

Hostel: 80 BOL

  •        Não vale a pena pegar Taxi do aeroporto/rodoviária para o centro. Use sempre as vans para se locomover. Você também pode pegá-las para se deslocar pelas regiões da cidade. E não se preocupe, sempre passará por você algumas dezenas delas pela rua, gritando e chamando pessoas para entrar.

  •        Os hotéis mais baratos, preferidos da moçada mochileira concentram-se nas vizinhanças das ruas Sagárnaga, Liñares e Illampú. Se você não tiver hotel reservado (e sua bagagem não for muito pesada), ao chegar do aeroporto desça na Plaza San Francisco e suba a Calle Sagárnaga.



  • ·         Se for ficar na Sagarnaga, procure por um restaurante chamado BANAIS nele se encontra um hostel bastante chique, mas o lance é a comida deles: Incrivelmente boa e incrívelmente barata; comida de gourmet mesmo. Paguei 30 Bolivianos para comer muito bem.




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